Entrevista: Entrega de veículo causa “polêmica” entre prefeitura e conselheiros tutelares, em Jatobá

6. julho 2017 | por | Categoria Capa

A doação de um “Kit Conselho Tutelar”, composto por um veículo AirCross da Citroen 0km, 05 computadores, 01 impressora, 01 geladeira e 01 bebedouro, para o uso do Conselho Tutelar de Jatobá, deu o que falar na cidade. A polêmica envolve a prefeitura da cidade e os próprios conselheiros tutelares, que afirmam não terem sido convidados para a cerimônia de entrega.

Segundo a assessoria da Prefeitura de Jatobá, a conquista foi através de indicação do vereador Mardônio Varjão (DEM), viabilizada por uma Emenda Parlamentar do Deputado Federal Augusto Coutinho (SD). A entrega dos equipamentos de informática e eletrodomésticos foi realizada na gestão anterior, já o carro foi entregue no dia 3 de junho deste ano pela prefeita Goreti Varjão.

c8649eee-3982-4690-b2af-97db47233bf2

Conselheiro Tutelar de Jatobá em entrevista que foi concedida na manhã desta quarta (5) no programa “Acordando com as Notícias”, transmitido pela Web Rádio Petrolândia (Fotos: Lúcia Xavier).

Para falar sobre o polêmico assunto, o conselheiro tutelar de Jatobá, Raimundo da Silva Neto, foi entrevistado pelo radialista e blogueiro Assis Ramalho, na manhã desta quarta-feira (05), no programa “Acordando com as Notícias”, transmitido pela Web Rádio Petrolândia. De acordo com o conselheiro, os méritos da conquista do Kit foram todos deles, dos cinco conselheiros do município, e a conquista não dependeu de política nem de políticos.

”Essa conquista começou em 2016 quando participamos, em cidades pernambucanas, de várias formações continuadas para o Conselheiro Tutelar. Em uma dessas cidades, a gente descobriu que o governo federal estava doando Kits para todos conselheiros tutelares do Brasil. Foi quando a gente trouxe [a ideia] pra cá [Jatobá], para entrar na internet, e ver como era os procedimentos. Realmente, descobrimos que o governo federal estava distribuindo esses kits, e descobrimos também como procedia para que esse kit chegasse até nós.

Na ocasião, teríamos que responder um questionário online e a prefeitura teria que responder outro questionário. Tinha que ser os dois órgãos, o Conselho Tutelar e a prefeitura. Inclusive, tivemos que fazer uma emenda na lei municipal, atualizando o estatuto que fala do Conselho Tutelar. Então, a gente foi até o prefeito, da gestão anterior [Robson Leandro], e ele não se opôs a nada e, de imediato, pediu a reforma da emenda da lei, e a lei foi atualizada, e pudemos responder o nosso questionário e enviar.

 Ficamos aguardando, e todos os dias a gente ligava pra lá, para o órgão competente da distribuição do kit, pedindo e reclamando. E, em outubro de 2016, foi aprovado o nosso kit. Nosso kit foi aprovado, graças aos nossos esforços. O kit foi aprovado e começou a chegar. Chegou primeiramente a geladeira, depois os computadores, depois a impressora, e tudo foi chegando aos poucos”, diz Neto.

”O veículo estava aprovado, já estava liberado pela concessionária, mas eles diziam que, pra liberar o carro, tinha uma grande burocracia. Então, devido a essa burocracia, o carro não foi entregue no ano passado, mas o veículo já estava garantido, e a gestão atual recebeu a incumbência de pegar esse carro”, afirma Neto.

Neto também disse que a conquista do kit foi graças a eles, conselheiros tutelares, e à gestão anterior.

Para adquirir o kit, não dependeu de políticos. Dependeu de nós, conselheiros, quem descobriu foi os conselheiros. Em primeiro lugar, estamos nós, conselheiros: eu, Sônia Dantas, Jedeilda, Alteane  e Edemir. Então, eu quero dizer à população que isso foi uma conquista, justamente com a gestão anterior”.

Neto fala da chateação e decepção por não terem sido convidados os conselheiros para o evento de entrega do automóvel.

”Acho que a gente [membros do Conselho Tutelar] deveria ter sido convidado. Estávamos muito ansiosos, porque foi uma conquista, em primeiro lugar, nossa. Sobre a gente não ter comparecido ao evento, eu quero até pedir desculpa à população por a gente não ter comparecido, mas foi devido a gente não ter sido convidado. A gente deveria ter sido convidado, de forma oficial, mas nem verbalmente a gente foi.

Também na entrevista Neto falou sobre os trabalhos dos conselheiros tutelares no município, entre outros assuntos.

Clique aqui e confira a entrevista completa.

Matéria publicada originalmente no site Assis Ramalho

 

Deixe um comentário